"Eu só queria me casar com alguém igual a você. E alguém igual não há de ter."
"Sabe, nessa madrugada antes de dormir peguei o celular e olhei novamente para ver se não tinha respondido minha mensagem de boa noite, vendo que não, fui à pasta de imagens e ousei em colocar a tua foto como papel de parede em meu celular e fiquei a olhar, e sorrir. Meu coração começou a bater um pouco mais forte ao passo que te vasculhava em tua imagem. Gosto de te ver! Teu sorriso tão gostoso que contrasta com teu jeito sério, teu cabelo lindo; aquele mesmo difícil de afastar para que eu beijasse carinhosamente teu pescoço, teus olhos de pouco sono, essa boca que adorei beijar, teu colo de mãe belo e tua sobrancelha esquerda que carrega uma cicatriz; uma marca explícita diante de tantas outras que tens, que carrega e luta pra deixá-las pouco a pouco com o tempo que passa. Linda, linda, linda, linda, meu carinho. Se eu conseguisse traduzir o que me causa surgiria de dentro de mim a mais bela flor e eu, mesmo que sentisse dor, arrancaria de mim para em um momento de surpresa chegar por trás de você, beijá-la na bochecha e dá-la a você para arrancar-te um simples sorriso e um, “oi Lilo”… e só."

"Como é que se corta pela raiz quando já deu flor?"
"Estava frio lá fora e saí apressada, esticando os braços tentando fazer com que o casaco cobrisse também as mãos. Te vi passando meio desajeitado, se concentrando entre colocar um dos fones de ouvidos que tinha caído e enfiar o restante das pastas dentro de uma bolsa grande. Nesse meio tempo te flagrei olhando pro lado e sorrindo de canto ao me ver. Acenei meio sem graça e você se aproximou. Corei. Corou. Sorri. Baixou a cabeça como se procurasse o que falar e sorriu. E a gente se prendeu nos olhos um do outro lendo a falta que fizemos um ao outro durante o dia."